Seguro Fiança ou Seguro Aluguel: entenda mais sobre a modalidade

Quem tem parentes mais velhos ou que conhece um pouquinho da história da economia brasileira sabe que por muito tempo vivemos períodos de incerteza econômica. Por isso, quem tinha algum dinheiro sobrando no fim do mês preferia investir em terras e imóveis, que são ativos físicos e ficam mais protegidos contra flutuações financeiras.

Só que ninguém queria que esses bens gerassem apenas despesas. Por isso, o aluguel era uma alternativa interessante, já que o proprietário podia rentabilizar seu investimento enquanto o protegia para vendê-lo ou deixá-lo de herança mais à frente.

Essa situação já foi muito mais comum, mas ainda existe de maneira relevante: segundo a Síntese de Indicadores Sociais, publicada pelo IBGE em 2016, 17,9% das famílias brasileiras vivem em imóveis alugados.

Oferecer um imóvel para aluguel incorre em certos riscos para o proprietário. Por exemplo, o inquilino pode deixar de pagar, causar danos ao imóvel, deixar de recolher impostos ou condomínio, etc. Por isso, geralmente o proprietário cobra uma garantia antes de permitir a entrada.

Os tipos mais comuns de garantia são: fiador, cheque-caução ou depósito, seguro fiança ou seguro aluguel.

Fiador

Nada mais é do que uma outra pessoa que coloca seus bens como garantia de que o inquilino estará em dia com o aluguel. Caso ele deixe de pagar, o proprietário pode acionar judicialmente o inquilino e o fiador, cobrando o pagamento.

Como regra, é necessário que o fiador seja proprietário de um imóvel, não importando se ele é pessoa física ou jurídica.

Essa alternativa é a menos comum, já que oferece um risco muito grande para o fiador sem nenhum retorno, além de ser ruim para os proprietários, que têm seu recebimento atrasado, visto que só receberia a dívida depois de acionar judicialmente. Além disso, pessoas que mudam de cidades dificilmente encontram fiadores para serem sua garantia no aluguel.

Cheque-caução ou depósito caução

Nessa outra modalidade, o locatário faz um depósito ou um cheque como garantia de que ficará em dia com o aluguel. Esse valor geralmente é de 3 meses do valor do aluguel e cobre, além da falta do pagamento, qualquer outro dano ao imóvel que venha a ocorrer.

Embora essa seja uma alternativa atraente para o proprietário, isso não o isenta de ter o trabalho de vistoriar o apartamento e negociar direto com o locatário.

Já do ponto de vista de quem aluga, um depósito caução pode ser uma despesa muito pesada, já que além dessa despesa, ele ainda tem que gastar com mudança, reformas, mobílias e outras despesas momentâneas.

Seguro aluguel ou seguro fiança

Ambos são o mesmo produto e formam a mais recente das alternativas para quem quer alugar, já que busca equilibrar as necessidades, tanto do locatário quanto do inquilino, com a intermediação de uma seguradora.

O locatário não tem o trabalho de administrar a caução do seu inquilino, além de ter a garantia de que receberá o aluguel da seguradora caso alguma coisa aconteça, pelo período de tempo contratado.

Já o inquilino não precisa de um amigo ou parente para ser seu fiador e nem de juntar uma pequena fortuna para dar de caução. Os pagamentos do seguro fiança são mensais e acabam pesando menos no bolso do que um caução.

Vantagens do Seguro Aluguel ou Seguro Fiança

O Seguro Aluguel oferece uma série de vantagens para os dois lados de um aluguel: o inquilino e o locador.

Como dissemos acima, o locatário pode parcelar o preço do seguro e não precisa achar um fiador. No entanto, ainda existem outras vantagens, como por exemplo assistências em caso de problemas com a casa, com pintor, encanador, eletricista e outros serviços. Algumas seguradoras oferecem até mesmo convênio com transportadoras para a mudança.

Já o locatário garante o recebimento do aluguel, mas não é só isso. Ele conta com o serviço de inspeção da seguradora para garantir que o imóvel esteja em boas condições, além de coberturas extras como para o custo do despejo e para danos no imóvel, garantindo que seu bem esteja mantido.

Essas vantagens adicionais fazem com que o Seguro Fiança seja uma opção ainda mais atrativa do que as outras alternativas, já que adiciona uma série de soluções ao produto.

Tipos de Seguro de Vida

Os seguros de vida em geral cobrem morte natural e acidental, podendo também cobrir invalidez temporária e/ou permanente e pagar uma indenização no caso de diagnóstico de doenças graves.

Mas as diferenças entre um tipo de seguro e outro têm mais a ver com a duração e a possibilidade de resgate da apólice do que com as coberturas. Há basicamente quatro tipos de seguro de vida:

Seguro de vida tradicional

O seguro de vida tradicional oferece cobertura vitalícia, mas só é válido enquanto o segurado estiver pagando o prêmio. Se parar de pagar, o seguro é cancelado. O segurado pode desistir do seguro a qualquer momento, mas não recupera o valor pago.

Esse tipo de seguro pode ou não ter reenquadramento etário. Isto é, o valor do prêmio pode aumentar com a idade do segurado. Porém, esse tipo de apólice é, no geral, mais barato que uma apólice resgatável. As apólices resgatáveis permitem ao segurado recuperar parte do valor pago quando o seguro é cancelado.

Assim, para uma pessoa jovem que precise economizar, sai mais em conta uma apólice tradicional do que uma resgatável.

Mesmo para uma pessoa mais velha, esse tipo de seguro pode ser útil. Se ela já tiver um bom patrimônio e não tiver intenção de resgatar, mas apenas de fazer planejamento sucessório, o seguro de vida tradicional é uma opção mais em conta que o resgatável.

Seguro de vida resgatável

O seguro de vida resgatável, como o próprio nome diz, permite ao segurado resgatar um percentual do prêmio total pago após um prazo de carência, em geral de dois anos. Ou seja, se precisar de recursos ou quiser desistir do seguro, o segurado pode cancelá-lo e solicitar o resgate.

Ao contratar um seguro resgatável, o segurado compra a apólice. Assim, ele pagará o prêmio durante um prazo determinado. Passado esse período, não precisará mais pagar, ficando protegido para o resto da vida ou até decidir resgatar a quantia a que tem direito.

Todos esses benefícios fazem com que o seguro resgatável seja mais caro do que o seguro de vida tradicional. No entanto, não há reenquadramento etário.

O seguro de vida resgatável é indicado sobretudo para pessoas mais velhas, que já têm mais recursos para arcar com o valor do prêmio e já pensam em fazer planejamento sucessório.

Seguro de vida temporário

O seguro de vida temporário nunca é resgatável e pode ou não ter reenquadramento etário. Ele oferece as mesmas coberturas do seguro de vida tradicional, mas é válido só por um prazo determinado, sendo cancelado após esse período de cobertura.

Por ser temporário, o valor do prêmio é ainda mais baixo que o do seguro de vida vitalício tradicional.

Ele é indicado para pessoas com demandas específicas por proteção. Por exemplo, jovens que ainda não acumularam patrimônio e têm poucos recursos disponíveis para pagar o prêmio do seguro.

O jovem pode contratar o seguro pelo prazo que será necessário para acumular um bom patrimônio – por exemplo, juntar um milhão de reais. Durante esse período, pagará menos do que se tivesse um seguro vitalício.

Pais de crianças pequenas que precisarem economizar podem também optar por contratar um seguro temporário, apenas até os filhos atingirem a maioridade.

Outra situação específica em que o seguro temporário pode ser adequado é na preparação da sucessão empresarial ou planejamento sucessório por meio da constituição de uma holding.

O segurado pode contratar um seguro temporário para o prazo que ele levará para constituir uma holding para todo o seu patrimônio. Se vier a falecer antes de a holding estar constituída, o seguro pode ser transmitido aos herdeiros ou sucessores sem passar por inventário.

Seguro de acidentes pessoais

O seguro de acidentes pessoais traz uma cobertura mais simples: invalidez temporária e morte acidental. O capital segurado máximo pode ser baixo e o valor do prêmio é bem menor que o de um seguro de vida tradicional.

Ele é voltado para pessoas que precisam mais de proteção contra invalidez do que morte. Por exemplo, profissionais autônomos e empresários que, acidentados, perderiam a condição de trabalhar e gerar renda. Principalmente os que não têm família.

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