Sobre Economia Atual e Perspectivas

O Brasil é uma grande economia e os especialistas estão otimistas quanto à perspectiva para o país nos próximos anos. A economia brasileira deve expandir-se à medida que o crescimento do PIB global acelera, impulsionado pelo aumento do comércio mundial, da demanda por produtos brasileiros e pelo aumento do investimento estrangeiro direto.

Para 2023, projeta-se crescimento do PIB de 1,6%. Esse crescimento deverá ser puxado pelo setor agropecuário, que, após cair em 2022, deve crescer 10,9% em 2023. Para a indústria e os serviços, projetam-se taxas de crescimento de 0,8% e 0,7%.

Quanto à inflação, ao contrário do que vem ocorrendo em grande parte dos países, nos últimos três meses, a inflação brasileira surpreendeu favoravelmente, beneficiada, sobretudo, pela melhora no comportamento dos preços administrados.

E, nas últimas semanas, o cenário prospectivo para a inflação vem se tornando melhor. As novas projeções do Grupo de Conjuntura do Ipea indicam variação menor do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2022, de 5,7%, comparativamente à estimada na edição anterior da Visão Geral da Carta de Conjuntura de 6,6%, há três meses.

No caso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a projeção também foi revista para baixo, e a taxa estimada recuou de 6,3% para 6,0%. Para 2023, as projeções de inflação foram mantidas em 4,7%, tanto para o IPCA, quanto para o INPC.

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Sobre a taxa básica de juros, a Selic, o mercado não prevê novas altas, e espera que o indicador de mantenha em 13,75%. O Conselho de Politica Monetária (Copom) do Banco Central volta a se reunir no fim de setembro para tratar sobre a Selic.

 Na medida em que boa parte da melhora de 2022 tem se dado às custas de 2023 e 2024 (seja pelas incertezas fiscais crescentes, seja por conta de políticas que geram alguma antecipação de consumo e investimentos), é recomendável alguma cautela ao associar os bons resultados em termos de PIB e emprego deste ano a uma política econômica doméstica exitosa (consistente e sustentável).

Mas essa análise necessariamente deve olhar para o “conjunto da obra” e não somente para o desempenho econômico em um ou dois anos. Nesse contexto, um primeiro exercício interessante seria comparar a evolução do PIB brasileiro com um contrafactual, construído a partir de países “comparáveis”. 

Já sob uma ótica mais cautelosa, a queda na taxa de desocupados em ritmo menor do observado no trimestre anterior indica um quadro de desafio para a manutenção da geração de emprego a partir de 2023. Como principais entraves, analistas apontam a desaceleração da economia global e a manutenção dos juros domésticos em patamares elevados.

A taxa de desemprego recuou para 8,7% nos três meses findados em setembro, a menor desocupação desde junho de 2015, segundo dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Nos três meses encerrados em agosto, a taxa havia fechado em 8,9%.

Cenário menos favorável em 2023

O cenário positivo para o mercado de trabalho não deve perdurar a partir do próximo ano, em um cenário de perda de fôlego da economia mundial e aumento coordenado dos juros nos Estados Unidos e na Europa.

Já no cenário interno, a manutenção da taxa de juros acima dos dois dígitos até o primeiro semestre do ano que vem deve continuar sendo um entrave para a expansão da economia, se refletindo também no ímpeto dos empresários em abrir mais postos de trabalho.

O primeiro grande desafio econômico do Brasil hoje é a dívida pública muito alta, projetada em cerca de 78% do PIB de 2022. Segundo boletins macrofiscais emitidos pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, a dívida pública tem crescido a taxas mais rápidas que o PIB. Não é nem culpa dos políticos, mas da pandemia que desorganizou a economia do mundo.

Se a gente consome mais do que produz, a sociedade se endivida. Precisamos inverter. O outro gargalo é o desemprego, mas está diminuindo. Ademais, segundo dados do Banco Central do Brasil, verifica-se uma queda nas reservas internacionais brasileiras, a qual saiu de um patamar de US$390 milhões em janeiro de 2020 para US$362 milhões em janeiro de 2022. Apesar de ainda ser uma reserva confortável, esse é o menor valor registrado desde 2011. Tal queda pode ter sido influenciada pela elevação da taxa de juros nos Estados Unidos.

De todo modo, para vislumbrar 2023 e os próximos quatro anos, precisamos de menos adjetivos e mais substantivos, de substância. Tem fundamento melhorar o salário mínimo e a distribuição de renda, mas sem produtividade não se consegue fazer nada pelo social. É preciso um plano sustentável. Temos dois candidatos que podem ser grandes estadistas, mas para serem chefes de Estado à altura do que a sociedade precisa, é preciso apresentar claramente o Plano de Governo.

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